A ARTE É MULHER !!!!!

Projeto inédito de Lan Lanh apresenta e debate criações artísticas femininas em formato multi-artístico através de encontros mensais com participação de Heloísa Buarque de Hollanda no Teatro II do CCBB-RJ. 

Feminina desde o vocábulo, a arte fomentada e produzida por mulheres é a atividade central de “A ARTE É MULHER”, encontro multi-artístico que o CCBB/RJ está recebendo desde 20 de Março e vai até o dia 26 de Junho. Idealizado e dirigido pela multi-instrumentista Lan Lanh, o projeto oferece apresentações mensais e gratuitas que mesclam música, performance e palavra. Conduzido e entremeado por relatos de artistas e pesquisadoras mulheres compartilhando suas vivências do universo feminino das artes, o roteiro gera, assim, uma explosão artística feminista onde a mulher é a origem, o meio e a finalidade. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

“Este evento nasceu do meu desejo de promover um encontro de artes criadas por mulheres de várias gerações, assim como as mulheres inventadas pela arte em suas diferentes manifestações do feminino. Para isso, propus uma convocação ritmada de música e palavras para gerar uma onda feminista e, assim, espalhar as alegrias, dividir as tristezas e compartilhar com a plateia a arte de ser mulher”, explica Lan Lanh que, para o evento, formou um trio musical fixo e inédito com as cantoras Numa Ciro Jussara Silveira. Lan ainda é a responsável pela direção musical, percussão e arranjos da original Banda Arte, composta ainda por Maíra Freitas (teclados, programações e arranjos) e Irene Egler (violão e arranjos). 

Com direção cênica de Cristina Moura e projeção do acervo fotográfico de Cláudia Ferreira, um dos principais do país sobre feminismo, cada encontro receberá convidadas diferentes, mulheres que, em seu histórico de atuações, sempre representaram no meio artístico as suas vivências enquanto mulheres da área – as atrações de Abril são a percussionista Mônica Millet (BA) e a cantora Sagrace Menga (refugiada do Congo). “As músicas que compõem os shows exemplificarão os relatos, revezando com as falas das artistas. Criamos um espetáculo em torno das questões que envolvem a mulher: suas múltiplas versões do feminino e as diferentes manifestações políticas do feminismo”, analisa Numa, que assina com Lan Lanh o roteiro e a curadoria do evento. 

Dinâmicas, as apresentações contam ainda com interferências visuais e trocas com a plateia, tendo no comando da palavra Heloísa Buarque de Hollanda focando no que seria esse novo campo cultural pautado pelo feminismo na música e nas artes. “Este é um encontro que dá voz à diversidade de mulheres que existem na mulher”, reflete a ensaísta, editora, crítica literária, pesquisadora brasileira e escritora, que lançou em 2018 o festejado livro “Explosão Feminista”. 

Enaltecendo o momento cultural do país no qual as mulheres têm protagonizado uma série de ações artísticas culturais, destaca-se uma luta constante contra as desigualdades da sociedade patriarcal, continuada na pós-modernidade. “Nunca é demais falar da mulher ou em defesa da mulher, ainda mais em tempos tão tenebrosos. Em 1913, meu bisavô, o médico Crescêncio Silveira, disse em sua tese sobre a mulher: ‘A mulher não é fraca, fracos são os direitos que a garantem’. Mais de um século depois a frase certeira serve ao propósito”, encerra Jussara. 

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